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remédios para emagrecer

Anvisa adia decisão sobre proibição de medicamentos para emagrecer

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou nesta quarta (31) a decisão sobre o veto ao uso de medicamentos para emagrecer. Depois de uma reunião fechada, os diretores decidiram deixar a votação do parecer técnico que trata da questão, para uma reunião aberta ao público, com data ainda a ser definida.
O parecer técnico propõe banir os remédios à base de anfetamina (anfepramona, femproporex e mazindol) e permite o uso da sibutramina com restrições. De acordo com nota divulgada pela Anvisa, a sibutramina será recomendada para o tratamento de obesidade em pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30% e que não tenham doenças cardiovasculares.

O médico e os pacientes terão de assinar um termo de responsabilidade no caso da prescrição do remédio. Os pacientes terão de ser avaliados a cada mês e o médico será obrigado a notificar às autoridades de saúde qualquer reação adversa ao uso do medicamento.

A proposta inicial da Anvisa era retirar do mercado os medicamentos anfetamínicos e também a sibutramina, a mais usada no país, por apresentarem riscos a saúde superiores aos benefícios, como problemas cardíacos e alterações no sistema nervoso central.

Segundo a Anvisa, os técnicos decidiram manter a sibutramina, pois está comprovado que o medicamento ajuda a reduzir o peso de 5% a 10% em um prazo de quatro semanas.

A ideia de fechar o cerco aos inibidores de apetite foi bombardeada pelas entidades médicas. A Anvisa realizou dois grandes debates públicos, em que a proposta foi criticada pelos especialistas do setor. Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), os remédios auxiliam no combate à obesidade e, se banidos, reduzem as possibilidades de tratamento para quem precisa perder peso.

“Considerando a eficiência das substâncias na luta contra a obesidade, mesmo ponderando seus eventuais riscos, [o CFM] acredita que, em lugar de proibir a comercialização destas substâncias, seria recomendável fortalecer os mecanismos de controle de sua venda e realizar ações educativas em larga escala”, disse o conselho, em nota. Caso a Vigilância Sanitária proíba os medicamentos, o CFM ameaça recorrer à Justiça.

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia lançaram um abaixo-assinado contra o banimento dos anorexígenos. Segundo as organizações, os remédios, quando prescritos de forma correta, contribuem para a perda de peso. As entidades ressaltam que os médicos têm conhecimento das contraindicações.

Fonte: Agência Brasil

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Anvisa descarta liberar remédios para emagrecer

Anvisa descarta liberar remédios para emagrecer

São Paulo – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) descarta reverter a proibição dos três medicamentos para emagrecer barrados pelo órgão em outubro de 2011 – anfepramona, femproporex, mazindol – por considerar que não há provas da sua eficácia e da segurança que oferecem aos pacientes.

A favor dos medicamentos, parlamentares da Comissão de Seguridade Social pretendem votar até o começo de maio o Projeto de Lei (PL) número 2431, de 2011 que pretende liberar a venda dos anorexígenos. De lá, ele segue para a Comissão de Constituição e Justiça, para ser apreciado. “O sobrepeso é um problema que gera uma série de doenças, como diabetes e hipertensão, que causam prejuízos para os pacientes e custos elevados para o sistema de saúde”, avalia o relator da proposta no colegiado, deputado federal Paulo César (PSD-RJ).

Ele defende que os medicamentos sejam liberados, mas que sua venda siga critérios rígidos, como se dá com os antibióticos. “A Anvisa não tem dados científicos suficientes para comprovar que os medicamentos façam mal”, disse. “A suposição é que ela adotou a postura: ‘já que não podemos fiscalizar, vamos proibir”. O órgão respondeu, via assessoria de imprensa, que eles não possuem provas científicas da eficácia e da segurança desses medicamentos, ou seja, toma-se em conta o princípio de precaução.

Hoje, os principais inibidores de apetite liberados são à base de sibultramina. Seus efeitos colaterais foram monitorados pela Anvisa durante um ano, a partir de outubro de 2011, e, na próxima semana, o órgão emitirá um parecer técnico que autorizará ou não a continuidade da venda do medicamento.

Em uma audiência realizada na última terça-feira (26), em Brasília, o presidente da agência, Dirceu Barbano, adiantou que é provável que eles continuem no mercado. Durante o período de análise, a venda de sibutramina esteve sob regras mais rígidas, exigindo, por exemplo, a assinatura de termos de responsabilidade por médicos e pacientes e obrigando os especialistas a informarem os efeitos colaterais.

A presidenta da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Rosana Radominski, disse estar “satisfeita” com a perspectiva de que a sibultramina continue no mercado. Ela não se posicionou contra ou a favor do veto da Anvisa, mas ponderou que “é comprovado que alguns pacientes obesos não conseguem emagrecer apenas com dieta e exercícios e precisamos de remédios para tratá-los. Temos poucos remédios”.

Ela afirmou que os inibidores de apetite já foram usados para outras finalidades que não a perca de peso, principalmente como estimulantes. “Quando usados da maneira correta, com acompanhamento, geram poucos efeitos colaterais. Até porque, se eles forem identificados, o uso deve ser suspenso.”

Fonte: redebrasilatual


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10 dúvidas sobre os remédios para emagrecer

 

10 dúvidas sobre os remédios para emagrecer

 

1- Por que os remédios à base de anfetamina não podem mais ser usados por quem quer emagrecer?

A proibição da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que atingiu os medicamentos derivados anfetamínicos, para usar o termo mais correto, baseou-se no fato de que essas drogas poderiam provocar dependência. A medida, no entanto, é bastante controversa. “É claro que o uso desses medicamentos visando o aspecto meramente estético é absolutamente contraindicado, uma vez que, como todas as drogas que atuam no sistema nervoso central, estas também podem causar dependência psicológica, como os sedativos usados para acalmar ou dormir”, afirma o endocrinologista Alberto Serfaty (RJ).

Grau de obesidade: ainda segundo o especialista, os anorexígenos retirados do mercado há pouco tempo, como o femproporex, a dietilpropiona e o mazindol, têm indicações indiscutíveis em pacientes com elevado grau de obesidade (IMC acima de 30), refratários a mudanças de hábitos de vida como dieta, exercícios e terapia cognitiva. Em pacientes que tenham duas doenças, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia, doenças cardíacas, entre outras, os remédios também estariam bem indicados.

Lucro final: “Nos casos citados acima, os benefícios da droga compensam os possíveis riscos. Sabemos que todo medicamento é passível de acarretar efeitos colaterais, mas a medicina é um balanço entre custo e benefício. Se o custo for 1 e o benefício for 10 , o indivíduo lucra 9 , vale a pena. Porém, se for ao contrário, se o lucro for 1 e o benefício for zero, aí já custa caro e a medida não é vantajosa para o paciente. É preciso analisar caso a caso”, defende Serfaty.

 

2- Quais os riscos de tomar remédios que não foram aprovados para ajudar no processo de emagrecimento?

Como essas drogas não foram analisadas por um órgão regulador para esse fim, não é possível dar nenhuma garantia quando à eficácia delas ou mesmo à possibilidade de provocarem os mais variados efeitos colaterais. Assim, quem usa, corre o risco de jogar dinheiro fora, ou pior “Não é a dependência, mas os bons resultados do tratamento que levam à manutenção dele. Esses remédios realmente promovem o emagrecimento e a tendência é o ganho de peso com a suspensão”, argumenta o endocrinologista Marcio Mancini, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Mudanças de humor: Controvérsias à parte, outros sintomas colaterais são comuns no uso desses medicamentos. “Os mais encontrados são insônia, palpitação e irritação”, afirma Claudia.

 

4- Como age um medicamento para emagrecer?

Depende do tipo de medicamento. A sibutramina, por exemplo, tem duplo efeito. “Ela é derivada dos anfetamínicos e atua no sistema nervoso central, estimulando um neurotransmissor chamado dopamina, cuja baixa, além de fome, causa cansaço e depressão. Além disso, tratase de uma droga que ajuda a controlar a saciedade, já que estimula outro neurotransmissor, a serotonina, cuja baixa dá compulsão, aumenta a vontade de comer doces, piora os sintomas da TPM e da depressão”, explica Serfaty.

Etapa de testes: já o orlistat diminui a absorção de gordura no intestino. “E ainda estão em fase de testes alguns medicamentos que aumentam a queima de gordura”, completa Mancini.

 

5- Por que quem toma remédios emagrece de forma mais rápida?

Quem conta com um medicamento recebe um estímulo extra. Ainda assim, precisará reeducar seus hábitos alimentares para alcançar um resultado efetivo.

Emoções sob controle: Enquanto se está sob o efeito da droga, é comum sentir um pouco menos de fome, ansiedade ou tristeza, que são grandes motivações que temos para comer além da conta. Em outras palavras, os remédios mais usados para emagrecer atuam tanto na fome física quanto na fome dita “emocional”.

 

6- O resultado do tratamento com remédio é mesmo definitivo?

Não. Com ou sem remédio, só continua magro quem mantém uma dieta equilibrada e uma rotina ativa de exercícios. “O que as pesquisas nos mostram é que o índice de pessoas que volta a engordar, mesmo depois de um tratamento com remédios, é grande. Um levantamento recente nos trouxe um dado alarmante, de que 95% dos americanos que emagrecem recuperam o peso ao final de tomar o remédio da pressão tem um desequilíbrio, é natural que isso aconteça também com o obeso, ao parar o remédio que ajuda a emagrecer”, defende.

 

7- Pessoas que tem problema de tireoide vão sempre sofrer com o aumento de peso?

Não necessariamente. Em geral, mesmo quem tem um distúrbio como o hipotireoidismo, que leva ao ganho de peso rápido, consegue estabilizar o quadro apenas tomando a medicação correta, na dose exata.

Supervisão: o acompanhamento frequente e contínuo com o endocrinologista é indispensável.

 

8- Por que se toma antidepressivo para emagrecer?

O antidepressivo atua diretamente no sistema nervoso central e estimula neurotransmissores que estão relacionados com a fome e à sensação de saciedade. Além disso, muitos medicamentos desse tipo ajudam a controlar a ansiedade e a tristeza, sensações desagradáveis que nós muitas vezes tentamos aliviar comendo, usando o alimento como uma espécie de válvula de escape.

Casos isolados: “De qualquer forma, não podemos dizer que se deve tomar antidepressivos para emagrecer, de forma deliberada. Alguns podem ser úteis, mas em casos bem específicos e com indicação médica precisa”, ressalta Mancini.

 

9- Por quanto tempo pode-se tomar uma medicação para emagrecer?

Isso varia caso a caso, dependendo do paciente e do tipo de remédio. Em geral, o que os médicos fazem é avaliar a relação custo X benefício.

Tempo prolongado: “Se um paciente responde bem, e emagrece com poucos efeitos colaterais, em geral, optamos por prolongar o tratamento, para evitar o ganho de peso posterior”, diz Mancini.

 

10- O que é realmente eficaz na hora de emagrecer?

“O que engorda não é comer muito, mas comer errado. Portanto, ficar sem comer não resolve”, diz Serfaty. Segundo o especialista, a melhor alternativa ainda é se alimentar várias vezes ao dia, em pequenas porções, e privilegiando os alimentos mais saudáveis. “O mais importante, a meu ver, é restringir, e não cortar, os carboidratos”, defende Serfaty.

Alimentos x sentimentos: Para a diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Claudia Cozer, outro cuidado essencial é casar dieta balanceada com exercício físico, além de tentar separar alimentos e sentimentos. “É muito mais comum do que imaginamos tentar descontar questões emocionais na comida”, alerta.

 

Porém, para que a mudança seja definitiva, é preciso que os novos hábitos não sejam apenas incorporados, mas também mantidos a longo prazo. Assim, mesmo depois de um período de dieta restritiva ou de exercícios mais puxados, é possível abrandar um pouco as exigências, no entanto, sem abrir mão dos cuidados com o corpo e a saúde por completo. Se isso acontecer, o ganho de peso poderá ser muito rápido, colocando a perder todos os esforços feitos.

Fonte: dietajauol


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Após tomar remédio para emagrecer

 

Após tomar remédio para emagrecer, chef diz que "ficava irritada com tudo" e não tinha vontade de comer
Graziella desistiu de usar o medicamento em apenas uma semana, após passar mal

Bastou uma semana para a chef pâtisserie Graziella Olio, de 30 anos, sentir a diferença no corpo e na mente após tomar sibutramina, um dos remédios recomendados para emagrecer. Em sete dias, ela perdeu quatro quilos na balança, mas ganhou ataques de “choro por qualquer coisa”, além de ficar irritada com um simples “clipe que caía no chão”. Por isso, não pensou duas vezes ao largar em tão pouco tempo o tratamento.

— Tomei uma semana só e não me adaptei. Fiquei muito depressiva e muito nervosa. Também não tinha paciência nenhuma, por exemplo, caía uma folha era motivo para eu brigar. Fiquei depressiva também. Bastava alguém falar um pouco mais alto comigo que já era motivo para eu chorar.

Além das alterações em seu comportamento, Graziella conta que o fato de não ter vontade de comer era o que mais lhe incomodava. Segundo ela, a sensação era de que seu “estômago estava colado nas costas”.

Remédio para emagrecer pode causar insônia, dores de cabeça e até infarto

— Olhava para comida e parecia que eu estava olhando para a parede, não sentia nada. Não tinha apetite nenhum, isso me assustou muito. Só chorava. Em um domingo saí para almoçar com meu pai, e ele falou alguma coisa para mim que me fez começar a chorar. Uma coisa besta, sabe? Então pensei: “Chega, não vou mais tomar isso”.

Vício e problemas familiares

Diferentemente de Graziella, a publicitária Camila Rossi, de 27 anos, trocou o bem-estar com a família pelos medicamentos. Por quase dez anos, dos 15 anos aos 23 anos de idade, ela tomou fórmulas para perder peso, que continham anfetamina (substância já proibida no Brasil). Assim como a chef pâtisserie, ela viveu anos e anos com irritações constantes e insônia que quase a fizeram perder o namorado, hoje, seu marido.

— Eu não era gorda, estava uns 10 quilos acima do peso quando comecei a tomar. Na verdade, queria emagrecer para minha festa de 15 anos e minha mãe me levou ao médico para tomar. Mas quem estava à minha volta sofria muito porque eu só andava nervosa, muito estressada, brigava direto com minha mãe, com o namorado e tinha muita insônia.

Segundo Camila, apesar de todos os efeitos colaterais, ela sentia “vício” no remédio e achava “a coisa mais maravilhosa do mundo” poder comer tudo que queria e não engordar.

— Ficava pilhada no relógio para chegar a hora de tomar o remédio, às 10h e às 17h, e sentia alívio quando tomava. Mas têm uns três anos que parei porque iria casar e meu marido me pediu porque nossa convivência não seria boa se eu não fizesse isso.

Hoje, aos 90 quilos, Camila diz que luta com dietas e exercícios físicos para perder peso. Além disso, ela conta que a disputa com a balança não é fácil por causa de um problema que tem em sua tireoide.

— Meu médico ainda me disse que talvez essa dificuldade da minha tireoide em funcionar bem seja reflexo do uso há longo prazo destas fórmulas.

Alimentação e esporte

Assim como a publicitária, Graziella, que pesa 56,5 kg, garante que prefere ser “louca por dietas” a ter que tomar remédio novamente. Ela ainda diz que os exercícios físicos fazem parte de sua rotina diária.

A aposta pela ginástica e uma excelente alimentação também fazem parte da rotina da jornalista Melissa Rossi, de 31 anos, depois de também ter tomado remédios para emagrecer. Entre 2008 e 2009, ela conseguiu perder 15 quilos com a ajuda de fórmulas de medicamentos para emagrecer. Na adolescência, ela também provou por poucos meses a sibutramina, e não conseguiu se adaptar por causa dos efeitos colaterais, como a irritabilidade.

— Sempre fui efeito sanfona. Engordava e emagrecia. Nunca fui uma pessoa obesa, mas na época, o remédio me ajudou a conseguir perder peso em pouco tempo, deu uma revolucionada. Depois procurei manter o peso sem ter que ser escrava de remédios. Faço yoga três vezes por semana e recorro a alimentos saudáveis. Não sou chegada a doces e procuro comer comidas feitas em casa, nada de enlatados.

Fonte: notíciasr7

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