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Dieta figado gorduroso.

O que é que nutrição tem a ver com seu fígado?

Nutrição e fígado estão inter-relacionados de diversas maneiras. Algumas funções são claramente entendidas; outras não. Desde que tudo o que comemos, respiramos e absorvemos através de nossa pele deve ser purificado e desintoxicado pelo fígado, uma atenção especial à nutrição e dieta pode auxiliar a conservar o fígado saudável. Em um número variado de doenças hepáticas, a nutrição assume uma importância considerável.

Porquê o fígado é importante?

O fígado é o maior órgão do corpo humano e cumpre um papel vital, desempenhando variadas e complexas funções, essenciais à manutenção da vida. Seu fígado trabalha para você como uma usina de energia química. Embora existem muitas coisas que ainda não entendemos referentes ao fígado, nós já sabemos que é impossível viver sem ele, e que a saúde do fígado é um fator fundamental na qualidade de nossa vida.

Algumas funções relevantes do fígado são:

> Converter os alimentos que ingerimos em energia armazenada e elementos químicos necessários à vida e o crescimento;

> Agir como um filtro para remover álcool e substâncias tóxicas da corrente sanguínea e converte-los em substâncias que possam ser excretadas do corpo;

> Processar drogas e medicamentos absorvidos pelo sistema digestivo, permitindo ao corpo usa-los de forma efetiva e a posterior eliminação dos mesmos.

Elaborar e exportar aos respectivos órgãos, elementos químicos essenciais utilizados pelo corpo. Um destes elementos é a bile, substância amarelo – esverdeada, essencial para a digestão de gorduras no intestino delgado.

Porquê o fígado é tão importante na nutrição?

De 85% a 90% do sangue que sai do estômago e intestinos leva importantes nutrientes ao fígado, onde esses nutrientes são convertidos em substâncias que o corpo pode utilizar.

O fígado desempenha muitas importantes e únicas funções metabólicas tais como processar carboidratos, proteínas, gorduras e minerais, a serem usados na manutenção normal das funções do corpo.

Carboidratos, ou açúcares são armazenados como glicogênio no fígado e são liberados como energia entre as refeições ou quando as demandas de energia do corpo são elevadas. Desta forma, o fígado auxilia a regular o nível de açúcar no sangue, e a prevenir uma condição chamada hipoglicemia, ou açúcar baixo no sangue. Isto nos possibilita manter um nível equilibrado de energia ao longo do dia. Sem este equilíbrio, nós necessitaríamos comer constantemente para conservar nossa energia.

Proteinas chegam ao fígado em sua forma mais simples, chamada de aminoácidos. Uma vez no fígado os aminoácidos são liberados nos músculos como energia e armazenados parra uso posterior, ou convertidos em uréia para sua excreção pela urina. Certas proteínas são convertidas em amônia, um produto metabólico tóxico, por bactérias no intestino ou durante uma queda de proteína do corpo. A amônia deve ser quebrada pelo corpo e convertida em uréia, sendo então excretada pelos rins. O fígado tem também a habilidade única de converter certos aminoácidos em açúcar para energia rápida.

Gorduras não podem ser digeridas sem bile, que é produzida no fígado, armazenada na vesícula biliar, e liberada conforme a necessidade no intestino delgado. A bile (especificamente "ácidos" biliares), age de maneira semelhante a um detergente, quebrando a gordura em pequenas gotículas que são absorvidas após sofrer a ação de enzimas intestinais. A bile é também essencial parra a absorção de vitaminas A, D, E, e K, que são lipossolúveis. Após a digestão, os ácidos biliares são reabsorvidos pelo intestino, retornam ao fígado, e são reciclados como bile mais uma vez.

Pode uma nutrição deficiente causar doença hepática?

Existem diversos tipos de doença hepática, e as causas de maioria delas são ainda desconhecidas. A falta de nutrição não é geralmente uma causa, com exceção de doença do fígado por alcoolismo e doença hepática encontrada entre populações desnutridas. É muito mais provável que a desnutrição seja o resultado de uma doença hepática crônica, e não sua causadora.

Por outro lado, uma boa nutrição (dieta balanceada com calorias, proteínas, gorduras e carboidratos adequados) pode realmente auxiliar um fígado danificado a regenerar novas células hepáticas. De fato, em algumas doenças do fígado, a nutrição se torna uma forma fundamental de tratamento. Os pacientes são enfaticamente aconselhados a NÃO tomar terapias com megavitaminas ou usar produtos nutricionais comprados em lojas especializadas ou por catálogo, sem antes consultar um médico.

De que modo a doença hepática afeta a nutrição?

Muitas doenças crônicas do fígado estão associadas com nutrição deficiente. Uma das mais comuns é a cirrose. Cirrose é a substituição de células danificadas do fígado por cicatrizes de tecido fibroso, que interrompem as importantes funções do fígado. A cirrose acontece como resultado da ingestão excessiva de álcool (causa mais comum), hepatites virais ordinárias, obstrução dos dutos biliares, e exposição a certas drogas ou substâncias tóxicas.

As pessoas com cirrose freqüentemente sentem perda de apetite, náusea, vômitos e perda de peso, o que provoca uma aparência emaciada. Somente a dieta deficiente não contribui ao desenvolvimento desta doença do fígado. Pessoas que estão bem nutridas, por exemplo, mas bebem grandes quantidades de álcool, se encontram também sujeitas a doença alcoólica.

Adultos com cirrose requerem uma dieta equilibrada, rica em proteínas, fornecendo entre 2.000 e 3.000 calorias diárias, para permitir a regeneração das células do fígado. Todavia, proteínas em excesso resultam em uma quantidade excessiva de amônia no sangue; por outro lado, proteínas muito baixas podem reduzir a recuperação do fígado. Os médicos devem prescrever cuidadosamente a quantidade correta de proteínas necessárias para uma pessoa com cirrose. Adicionalmente, o médico clínico pode utilizar duas medicações (lactulose e neomicina) para controlar os níveis de amônia no sangue.
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Que outros problemas nutricionais são causados pela cirrose?

Que outros problemas nutricionais são causados pela cirrose?

Quando as cicatrizes da cirrose interferem com o fluxo sanguíneo do estômago e intestino ao fígado, pode se desenvolver uma condição chamada de hipertensão portal. Isto simplesmente significa que há pressão posterior nas veias que entram no fígado. "Desvio" cirúrgico, ou redirecionar o sangue que sai do fígado para a circulação geral, pode aliviar esta pressão, mas isto freqüentemente causa uma nova série de problemas. Como o sangue foi "desviado" do fígado, ele contem altos níveis de aminoácidos, amônia, e possivelmente toxinas. Quando estes elementos alcançam o cérebro, causam uma condição chamada de encefalopatia hepática, que significa "impedimento mental causado pelo fígado". Os pacientes ficam confusos e sobrevém uma perda temporária de memória.

A nutrição pode ser usada para tratar encefalopatia hepática?

A restrição da quantidade de proteínas na dieta tem sido usada no passado, mas pode causar desnutrição. A maioria dos médicos prescreverá lactulose e / ou neomicina para pacientes em estas condições.

Alimentos a serem evitados: Mariscos e frutos do mar, quando ingeridos crus podem ser muito perigosos para pacientes com cirrose. Deve-se evitar os mariscos ou ser extremamente cuidadoso para cozinhar eles completamente. O Vibrio vulnificus, é uma bactéria que pode ser contraída ao comer ostras cruas.

A dieta pode auxiliar no tratamento de outras complicações da cirrose?

Existe uma série de complicações da cirrose que podem ser aliviadas através de uma dieta modificada.

Pessoas com cirrose freqüentemente experimentam um desconfortável acúmulo de líquido no abdome (ascite) ou inchaço dos pés, pernas e dorso (edema). Ambas condições são resultado da hipertensão portal (pressão aumentada nas veias que entram no fígado). Desde que o sódio (sal) estimula o corpo a reter água, os pacientes com retenção de líquidos podem cortar sua ingestão de sódio, evitando comidas tais como sopas e vegetais enlatados, embutidos, laticínios, e temperos tais como maionese e catchup. De fato, a maioria das comidas prontas contém quantidades consideráveis de sódio, ao passo que comidas frescas não contém praticamente sódio algum. O suco de limão é um substituto de paladar agradável para o sal.

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Existem outras doenças hepáticas nas quais mudanças específicas na dieta podem ser benéficas?

Existem outras doenças hepáticas nas quais mudanças específicas na dieta podem ser benéficas?

Boa nutrição e uma modificação na dieta tem um efeito significativo sobre uma série de outras doenças hepáticas. Alguns tipos de enfermidades de fígado, por exemplo, causam uma acumulação de bile no fígado que é chamada de colestase. Isto significa que a bile não pode passar ao intestino delgado para ajudar na digestão de gorduras. Quando isto acontece, a gordura não é absorvida, mas excretada em grandes quantidades nas fezes, o que é facilmente percebido por causa do mau cheiro e coloração pálida das fezes. Esta condição é conhecida como esteatorreia. A perda de calorias gordurosas pode também causar perda de peso.

A substituição de gorduras, tais como triglicérides de cadeia meia (óleo MCT), e óleo de cártamo podem ajudar a aliviar esta condição porque eles são menos dependentes daa bile para absorção intestinal. Eles podem ser usados como outros óleos de cozinha, assar e como tempero de saladas.

Pacientes com esteatorreia podem também ter dificuldade em absorver vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K) . Todavia, vitaminas solúveis em água são absorvidas normalmente. É possível suplementar a dieta com vitaminas lipossolúveis, embora isto deve ser realizado somente sob orientação médica. A ingestão de vitamina A em quantidade maior que a necessária resulta extremamente tóxica para o fígado.

Doença de Wilson, na qual grandes quantidades de cobre podem ser acumuladas no corpo, é outra afecção do fígado onde a dieta pode ser benéfica. Pessoas com a doença de Wilson devem evitar comer chocolate, nozes, mariscos e cogumelos, todos alimentos que contem cobre. O tratamento para remover o excesso de cobre do corpo envolve o uso de remédios prescritos pelo médico.

Hemocromatose é uma doença na qual grandes quantidades de ferro são transportadas do intestino e se acumulam no fígado. Pessoas em esta condição devem evitar injeções de ferro, todo alimento que contenha ferro, são também avisadas a não usar utensílios de ferro na sua cozinha. Alem destas precauções, as pessoas com hemocromatose podem seguir uma dieta normal.

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Tratamento para fígado gordo.

Tratamento para fígado gordo


O tratamento para o fígado gordo baseia-se numa reeducação alimentar orientada por um nutricionista. Baixar o peso e ter uma alimentação rica em frutas e verduras e a prática de exercícios físicos são fundamentais para garantir o sucesso do tratamento.

Devido a má alimentação o fígado começa a acumular gordura, trazendo uma sensação de cansaço, peso no estômago e má digestão, com o tempo, o funcionamento do fígado vai sendo prejudicado e o indivíduo deve tratar-se para ter mais qualidade de vida e evitar uma cirrose ou o câncer.


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FÍGADO GORDO NÃO ALCOÓLICO .

FÍGADO GORDO NÃO ALCOÓLICO

O fígado gordo ou esteatose hepática é uma patologia que resulta da acumulação de gordura no fígado. É uma situação muito frequente nos indivíduos que sofrem de alcoolismo crónico, mas tem-se verificado um aumento significativo em indivíduos não bebedores, habitualmente obesos e/ou com dislipidémia. Esta doença prevalecente nos países industrializados passou a designar-se por Fígado Gordo Não Alcoólico (FGNA).

Em Portugal, a doença atinge 15% da população adulta e tem-se registado um aumento do número de casos em crianças.

Não se sabe exactamente qual a causa do FGNA, mas sabe-se que está associado à obesidade, à resistência à insulina, diabetes e dislipidémias (colesterol e trigliceridos aumentados). Se não for travada, existe o risco de progressão para esteatohepatite não alcoólica (EHNA), na qual se verifica inflamação e morte de células hepáticas. O passo seguinte é a evolução para cirrose hepática, considerada muito grave, que pode complicar-se até ao carcinoma hepatocelular.

É fácil concluir que é uma doença de excessos. Os hábitos alimentares industrializados, à base de alimentos leves, muito refinados, que saciam muito pouco mas que são hipercalóricos têm levado ao aumento do peso das pessoas. Este aumento de peso, está mais que provado, que atrapalha o funcionamento dos órgãos e apetece-me a comparação com os patos que são alimentados com uma quantidade tal de comida, que o fígado se torna gordo, para fazerem o famoso
Não existe tratamento específico para o FGNA, no entanto sabe-se que é uma situação reversível que passa pela alteração dos hábitos alimentares e do estilo de vida. Existe também a recomendação de tratar as doenças associadas como a obesidade, a diabetes e a dislipidemia.


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